A Corte Regional de Colônia (Alemanha) deu veredito favorável ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC) na ação movida por André Brasil contra a entidade. Há dois anos, o nadador brasileiro, campeão paralímpico e mundial, foi considerado inelegível para competir entre atletas com deficiência em provas nas quais é especialista.

A derrota na Justiça deixa André fora da Paralimpíada de Tóquio (Japão). Ele ainda pode recorrer, mas o resultado da ação não sairá antes dos Jogos.“Ainda não sei quais os próximos passos. Preciso conversar com o pessoal do CPB [Comitê Paralímpico Brasileiro] e meu advogado alemão. O fato é que o esporte inclusivo excluiu uma pessoa com deficiência. São anos de dedicação, de entrega de vida. Nesse momento, o esporte mata o sonho de alguém que se dedicou de forma integral”, afirmou o nadador, em vídeo publicado no Instagram.


A derrota na Justiça deixa André fora da Paralimpíada de Tóquio (Japão). Ele ainda pode recorrer, mas o resultado da ação não sairá antes dos Jogos.“Ainda não sei quais os próximos passos. Preciso conversar com o pessoal do CPB [Comitê Paralímpico Brasileiro] e meu advogado alemão. O fato é que o esporte inclusivo excluiu uma pessoa com deficiência. São anos de dedicação, de entrega de vida. Nesse momento, o esporte mata o sonho de alguém que se dedicou de forma integral”, afirmou o nadador, em vídeo publicado no Instagram.
Em abril de 2019, o nadador passou por uma reclassificação (a primeira após mudanças nas regras de avaliação em 2018) antes de um evento internacional em São Paulo. A análise de duas bancas de especialistas não o considerou apto à classe S10 nos nados livre, costas e borboleta. Como não há uma categoria acima, o brasileiro ficou inelegível, com exceção das provas de nado peito (que não é a especialidade dele).
André e o CPB, que apoia o nadador na ação, questionam a reclassificação. Ele argumenta ter recebido uma pontuação, na avaliação dentro da água, por um movimento de tornozelo que não condiz com a deficiência que tem na perna esquerda. Contesta, ainda, a presença da chefe de classificação do torneio nas duas bancas que o analisaram, alegando que houve “interferência indevida” da avaliadora.
“Como meus pais dizem muito, o guerreiro está ferido, mas morto, jamais. A gente continua na luta. Ainda não sei o que vem pela frente, mas terá muita garra e determinação nessa jornada”, concluiu André.
FONTE: Agência Brasil
Edição: Fábio Lisboa

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